Oscilante... tudo misturado...

Eu sei que por algum tempo vou me manter oscilante entre a razão e o desejo...
Algumas decisões são tomadas com o coração inquieto e o pensamento tomado por muitas coisas que aconteceram e acontecem, tudo misturado.


Sei também que o tempo vai ser meu amigo para essas coisas da vida. Com coragem eu sigo, nessa velocidade que não temo, nem mesmo de ousar ser feliz.

Dentro das infinitas bifurcações... VIVER!

Eu tenho um pouco fama de "Poliana"! Costumo ver o lado bom de tudo! 
Acho que sou mesmo assim! Até porque toda ação tem dois lados... duas verdades e com certeza as reações do Universo também! Gosto de pensar que, qualquer que seja a atitude tomada, o Universo vai se incumbir de reservar o melhor para nós. A estrada não é longa e precisamos nos recuperar o mais rápido possível para que estejamos prontos para viver as surpresas boas que esse novo caminho nos reserva. 


Cabe a nós tirarmos o melhor proveito das ações e reações, internas ou externas, das infinitas bifurcações... atalhos ou caminhos mais longos para a realização dos sonhos que acumulamos. Precisamos também aprender a agradecer e não desdenhar o que conquistamos. Porque senão nunca seremos capazes de saber em qual degrau estamos e continuaremos a querer mais... e subir... e subir... sem a certeza de que fomos capazes de construir novos degraus ou se a base de nossa construção é sólida o suficiente para a conclusão de tal obra faraônica. E dai a queda é grande. O prejuízo é maior. Hoje, raciocinando assim, parei para agradecer onde cheguei. Agradecer a todos que acreditaram em mim e a todos que não acreditaram. Obrigada!

Certo e Errado?!



"Os conceitos de certo e errado se baseiam em um conjunto de regras, derivadas de ensinamentos, valores culturais e conveniência política.Todos vêm do exterior, de nossas convicções culturais. A evolução vem de dentro. Ver as decisões sob a ótica da evolução estabelece o pressuposto básico de que, na essência, cada pessoa é basicamente divina."

Livro: Quem somos nós?

Meu corpinho, minhas regras!

"(...) E não existe maneira mais fácil de destruir a auto-estima de alguém do que revogando a posse do seu próprio corpo. Esse corpo que não te pertence, pertence a alguém – aos mais velhos, aos mais fortes, àqueles que são capazes de silenciar através da violência.

Por aqui fomos agraciados com a presença de uma menininha com uma grande personalidade. E essa menininha nos ensina dia a dia como gosta de ser tratada e acolhida. Nós, mãe, pai, babá e avós acreditamos que essa voz merece ser ouvida. Que a nossa relação com ela deve ser baseada no respeito mútuo. Então manifestações de carinho a afeto são aquelas que nascem espontaneamente de dentro do seu grande coração de bebê. Chamegos e afagos não faltam, mas apenas aqueles que nós desejamos que aconteçam, em qualquer hora, em qualquer lugar. Não é porque a visita está se despedindo que merece um beijinho, não é porque o tio quer um carinho na hora que chega. Lutamos dia a dia para ensinar a Liz que o nosso amor por ela não está vinculado à noção de obediência, ou de cumprir tarefas que foram ordenadas. A amamos exatamente por ela agir como age, por ela ser quem ela é.

NÃO É UMA TAREFA FÁCIL – de alguma maneira fomos ensinados desde pequenos que quando nos tornamos pessoas grandes temos algum tipo de poder que deve ser exercido sem controle sobre o corpo e sobre a individualidade de nossos filhos.
Alguns de nós apanharam, alguns de nós foram abusados por amigos e parentes que viviam no entorno familiar. (...)"

Texto na íntegra (vale a pena!): Meu corpinho, minhas regrinhas...

Das músicas que andam me perseguindo...

"Nem sei se ainda
Posso mesmo te fazer feliz...?
Cada momento que passamos, juro! Foi bom!
Mas tudo que acende, apaga
E o que era doce se acabou...

E quando eu penso em ir embora
Você não quer me dar razão
Me diz que eu tô jogando fora
O amor que tem no coração
Eu fico disfarçando
Finjo que não sei
Que em pouco tempo rola
Tudo outra vez..."

(...)

"Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina, paro em cada olhar...

Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva...

Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras, momentos
Palavras palavras
Palavras ao vento
Palavras, apenas, apenas
Palavras pequenas

Palavras..."

Desidratada...



"É nossa criança interior que esquecemos de tirar do carro e levar para rir, brincar, cantar e dançar. Para que não desidrate e não tenha insolação com o tanto de problemas que pegam fogo dentro de nós."


Do texto: 
Eu esqueci meu filho no carro!



A Mentira Sexy...

"Já aconteceu com você de ter saído, estar aproveitando e, de repente, ter a sensação de que seu cabelo não está do jeito que queria, ou que sua maquiagem borrou, ou que talvez você precise arrumar a sua camisa, ou que talvez alguém pense que seu short está curto demais?"

Essas são apenas alguns exemplos de como monitoramos nosso corpo enquanto mulheres, conhecido como “habitual body monitoring” (monitoramento corporal habitual). Caroline Heldman falou sobre o conceito de body monitoring na sua palestra no TED “The Sexy Lie” (a mentira sexy). É a ideia de constantemente checarmos o nosso corpo, com a qual eu honestamente me identifico...

Caroline diz: "Então a auto-objetificação. Com dez anos de pesquisa, a maioria feita por psicólogos, sabemos que tem efeitos bastante severos. Quanto mais pensamos em nós mesmas internalizando essa ideia de sermos objetos sexuais, maiores os nossos níveis de depressão." (...)

"Nós pensamos sobre a posição das nossas pernas, a posição de nosso cabelo, onde está a iluminação, quem está nos olhando, quem não está nos olhando."

E não somos apenas nós duas que fazemos isso, mas a maioria das mulheres monitora seu corpo a cada trinta segundos. Isso é muito monitoramento corporal durante o dia, que dirá durante a vida. Você consegue imaginar quanto espaço [mental] livre teríamos se não estivéssemos constantemente preocupadas sobre como nosso cabelo está, ou nossa calça, ou nosso sapato? Ou ainda o ângulo das nossas costas?

Mas esse monitoramento corporal diz respeito a uma questão mais profunda. Ele revela a ideia de que as mulheres se percebem de fora; nós internalizamos a visão masculina e depois a usamos para nos monitorar a cada trinta segundos. John Berger resume em Ways of Seeing (Pontos de Vista): “Homens olham para as mulheres. As mulheres se assistem sendo observadas. Isso não determina apenas a relação entre homens e mulheres, mas a relação das mulheres com elas mesmas.”

Quando você está constantemente monitorando como você está pelos olhos dos outros, você está escolhendo perceber seu corpo em vez de realmente ocupar o seu corpo. Isso é problemático porque define a relação da mulher com si própria baseado na percepção do que ela é, ao invés da real experiência de ser ela mesma. Se não gastássemos tanto tempo pensando criticamente sobre nosso corpo, teríamos mais tempo para experienciar quão fantástico é estar neles.

A experiência de despersonalização e auto-objetificação (enxergar-se pelos olhos de um observador), não é preciso dizer, tem efeitos negativos. Tem sido comprovado que ela reduz a função cognitiva (até disfunções sexuais), por conta de toda a energia focada na percepção corporal. Reduz a auto-estima, e sobretudo a auto-confiança.

Se essa vivência parece verdadeira para você, saiba que é um fenômeno social e não individual. Nossa sociedade é cheia de mensagens que objetificam as mulheres e o resultado é que as mulheres acabam objetificando a si próprias (exageradamente), nessa tentativa de tornar esse objeto perfeito que tanto é focado na mídia...

 (Vídeo sobre desse objeto "perfeito" : Mujer Perfecta )

"Para os homens está sendo vendido constantemente a ideia de que eles são nosso sujeito sexual, que eles estão no comando, faz eles se sentirem poderosos ao ver (...) essa ideia de sujeito-objeto que está sendo vendida" e objeto são surbordinados a outrem!

Palestra na íntegra:

Prefiro continuar distante...


Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou prá trás
Também o que nos juntou...

Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou...

Em paz, eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais, eu fico onde estou

Prefiro continuar distante...